quinta-feira, 16 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
À deriva...

quinta-feira, 9 de abril de 2009
Viver é desenhar sem borracha
Num mail que hoje li, descobri uma frase muito interessante "viver é desenhar sem borracha". De facto, a vida não permite o uso da borracha, isto é, não se apagam da vida os traços que testoam , que desfiguram o desenho por nós projectado. Integrar, no mesmo esboço, o disforme e o belo, o pior e o melhor de nós, pressupõe aceitar que somos imperfeitos e incompletos, capazes de feitos de grande generosidade e simultaneamente de grande mostruosidade.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Pique-nique-ar

Ouve-se o sussuro das folhas...
Sente-se uma brisa amena a percorrer-nos os sentidos.
Deitada, de cabeça virada para o azul do céu, vê-se o mundo numa outra dimensão.
terça-feira, 31 de março de 2009
Considerações sobre uma imagem!
Há vários dias que ando às voltas com esta imagem. Quando fecho os olhos ela acompanha-me e, sempre que quero falar dela, as palavras custam a nascer. Escrever sobre uma imagem é como dar à luz um pouco de nós. Um "ser-imagem" feito de palavras!Das pinceladas assimétricas surge, a rasgar a monotonia do negro, uma imagem fugaz de infância, onde o desejo de construir papagaios reluzentes, mesmo sem céu para os deixar voar, nos faz flutuar o pensamento.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Ruminando...

domingo, 29 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Running in circles

Quantas torções estamos dispostos a dar na vida pensando que iremos chegar a sítios diferentes? Não será o anel de Moebius uma metáfora da própria condição humana? Escolher a ausência de escolha?
Se calhar, o busílis da questão está em pensarmos, ilusoriamente, que nos é dada a possibilidade de escolher a direcção a seguir.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Paisagem de chuva
Bernado Soares
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Não sei o quê desgosta
A minha alma doente.
Uma dor suposta
Dói-me realmente.
Como um barco absorto
Em se naufragar
À vista do porto
E num calmo mar,
Por meu ser me afundo,
Pra longe da vista
Durmo o incerto mundo.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo, íssimo.
Cansaço...
Álvaro de Campos
segunda-feira, 21 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
Mente sã em casa doentia!
Poderia ser uma história kafkiana a que se tem construido em minha casa. Cada vez que me aproximo e abro a porta, deparo-me com complicadíssimos labirintos que a minha lógica rasteira não consegue resolver. Entro numa divisão e vejo objectos estranhos que parecem ganhar vida e mover-se de dia para dia. Quando julgo ter acabado de resolver um enigma já outro se me apresenta. Isto não tem fim! A minha casa metamorfoseou-se e quer arrastar-me, juntamente, na confusão.Hoje vinguei-me. Fechei a porta e fui domir a sesta. Que bem que me soube esta pequena vingança!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Uma questão de imagem
Costumo dizer que as pessoas têm uma ideia errada de mim. Quando penso nisso questiono-me se não serei eu própria que ajudo a construir essa imagem desfocada daquilo que eu penso ser. Vamos por partes; há quem julgue que me tenho em grande conta, com manias de super-mulher, megalómana, que se julga com uma capacidade extrema de trabalho, capaz de fazer um pouco de tudo, rápida, pragmática mas que,no fundo, não é esse o meu verdadeiro eu. Há quem pense que o meu lado mais genuíno reside nas minhas fragilidades ou na minha maior fragilidade que é, no fundo, o jeito inato para me vitimizar, para dizer que a vida foi madrasta comigo, que é tudo difícil e tirado a ferros e sei lá mais que lamentos. De facto, até acho que me vitimizo, que sou amarga e que tenho uma vida demasiado pesada, pelo menos, em relação às expectativas que construí referentes à minha vida. O que eu não sei é a origem dessa vitimização que é, de facto, um traço recorrente em mim.
O que é certo é que por debaixo da máscara de fortaleza, existe um ser humano frágil, com cicatrizes, carente, com uma grande necessidade de ser aceite e amado pelo outro. Será que tudo o que faço é para agradar o outro? E o que faço eu para me agradar?Amor e uma cabana!
Vivemos numa sociedade cada vez mais consumista e consumidora de sonhos. Entram-nos pelos olhos imagens de vidas perfeitas, passadas em casas de sonho, com relvados verdejantes, piscinas, cadeirões e recantos que fariam a delícia do nosso ego.Exteriormente podemos sempre mobilar-nos com o que está mais "in" e próximo do que nos seduz e seduz o outro. E interiormente, o que pode o dinheiro fazer por nós? Construir a nossa identidade?
sexta-feira, 11 de julho de 2008
"Laivos de análise selvagem"
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Sobre o olhar!
Porque o meu blog é, acima de tudo, feito de imagens, partilho aqui algumas em que o meu olhar se tem demorado e deliciado.
domingo, 29 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Untitled

quarta-feira, 25 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
A Mabel pensa?
Hoje começei a ler um livro novo:"O livro do Riso e do Esquecimento", de M. Kundera. Logo no prefácio deparo-me com uma frase que me toca singularmente. Pois bem:domingo, 15 de junho de 2008
Barreiras!
sábado, 31 de maio de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Verborreias!
Há alturas na vida em que tudo desafina e se desconhece.Neste palco , onde todos somos actores, há um ponto que nos vai ditando as falas quando a memória se nos dilui. Que tragédia!
Temos um corpo mas a memória não é nossa. Parecemos marionetas sem vida, à procura de sangue que se injecte nas veias e nos faça reerguer.
Tudo o que digo parece desprovido de sentido.
Talvez.
Às vezes, a vida também não parece fazer qualquer sentido. Faz tudo parte do nosso percurso. Até o absurdo!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Instantes

As crianças têm um condão de fruir plenamente a realidade, sem a questionar e problematizar.
O outro dia , quando fui buscar o meu filho à escola, senti-me, por uns momentos, entrar neste mundo descomplicado quando, o seu grupo de amigos me conduziu até junto de uma descoberta maravilhosa que tinham feito na hora do recreio. Tratava-se de uma minhoca que se arrastava pela terra e que tentava encontrar, a todo o custo, um buraco para se enfiar. Entre risos e olhos curiosos, houve uma amiga do meu filho que me abraçou, pois todos estavamos de gatas a ver a minhoca, e me deu beijinhos apertados. Disse-me: "cheiras bem" e de seguida deu-me um grande abraço e mais beijinhos. Os outros, todos à minha volta, agarraram-se a mim para que eu brincasse com eles. Foi um momento de pura felicidade. Saí do colégio com um grande sorriso no rosto e pensei que há momentos únicos na vida que guardamos para sempre no livro das nossas memórias.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
O meu pompom!
O outro dia, quando brincava com o meu filho, decidimos fazer um pompom. Enquanto entrelaçava os fios numa rodela de papel, pensei como me sentia interiormente desamparada. Ao entrelaçar o fio veio-me à memória que as coisas boas da vida precisam de tempo e de imensas voltas até se atingir um resultado final.Acabei o pompom e o gosto azedo da minha condição subiu-me à boca. Parece que cá dentro construí um espaço de aridez, de desconforto, de terra ceifada que recusa novas sementes.
Hoje, passado alguns meses, o meu pompom interior começou a desabrochar. Começo a pensar que a vida não tem de ser um desalento, um desencanto e que ainda há espaço para deixar crescer dentro de mim um campo de papoulas viçosas.
domingo, 13 de janeiro de 2008
O ideal!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O que não nos mata torna-nos mais fortes!
domingo, 9 de dezembro de 2007
Bolas!
Reflectida numa bola de cristal, a vida é frágil, vazia, superficial.Ao primeiro olhar, o que se vê é apenas a sua exteriorização e o seu reflexo, muitas vezes, condicionado pelo olhar do outro. O próprio, isto é, aquele que é e habita o interior da bola, tem , como muitas vezes se diz, a vida nas suas mãos. O que faz com ela é sempre uma incógnita dependendo das múltiplas variáveis que o tempo lhe introduz.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
domingo, 2 de dezembro de 2007
sábado, 1 de dezembro de 2007
Untitled
Manter-se erguido, mesmo quando o corpo e a alma estão disformes, é àrduo. Há momentos em que simplesmente estar, observar e ser observado se torna demasiado pesado. Quando se instala no corpo a tristeza, a fragilidade, o medo e a angústia, tudo começa a corroer-nos e acabamos por ser estatuetas humanas com recheio de pedra e cal.Acredito, no entanto, que somo muito mais que o nosso recheio corporal, caso contrário, ficaríamos eternamente presos a uma base que não nos deixaria cair nem viver.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
A geometria do touro
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
O coador!
O coador não é um mero utensílio de cozinha. É, digamos assim, uma espécie de orgão que nos falta desde a nascença. Tudo seria bem mais fácil se ao primeiro abrir de olhos para o mundo tivessemos um orgão que nos coasse a dor - um coa-dor. Uma espécie de firewall interna que aparasse as balas que a vida, as pessoas que nos rodeiam e nós próprios vamos disparando violentamente contra o nosso íntimo.Hoje tenho a plena noção que o meu coador não foi implantado atempadamente e que a minha firewall perdeu há muito a actualização. Deve ser por isso que já não estou a aguentar a quantidade de virus com que sou diariamente invadida. Começo a perder velocidade e a dar, demasiadas vezes, erros fatais.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Desencaixe
Presentemente lido com alguns problemas de encaixe. Tal como as crianças, que por tentativa e erro, vão encaixando as diferentes formas geométricas nas respectivas ranhuras, tento encaixar as dificuldades , no puzzle das minhas emoções, consoante a forma e intensidade com que se me apresentam. Fico, no entanto, sempre com a sensação que atrás de uma dificuldade vem outra e já perdi a noção de forma geométrica, de ranhura, de encaixe e tudo está de pernas para o ar. Tenho a vida desarrumada e não sei onde me encaixar. Não encontro saída para quase nenhuma das formas variadas de dor e sofrimento que me vai na alma. Por mais que tente volto sempre ao mesmo - ao buraco. Isto das emoções é muito complicado. É quase tão complicado como tentar encaixar um quadrado na ranhura de um círculo.terça-feira, 20 de novembro de 2007
Untitled
Os fantasmas e a vida que trazemos cá dentro nem sempre são agradáveis de olhar e de ver.Há momentos em que tudo se torna demasiado real, intenso e quotidianamente insuportável. Talvez esteja nesta fase da vida onde apenas me limito a gerir o compasso estéril e monótono do tempo- sem rumo, sem alegria - cem lamentos!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
O Voo
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Pensamentos outonais

O que se vê quando se olha?
O modo como absorvemos o exterior é partilhável, descritível, comunicável mas, no seu âmago, intransmissível.
Quando olho para as alamedas pálidas de árvores outonais, para as folhas timbradas de cor de fogo, para o restolho matizado da terra, para a paz cromática do frio do entardecer, as sensações que me invadem são indizíveis ao outro. Olha-se para a mesma coisa com uma roupagem diferente, com tonalidades da alma diferentes, com etapas de crescimento diferentes, com olhares diferentes.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Solidão














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